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#Clipping: No Zero Hora, tem fotolivro Rio Grandes

Rosane Tremea, do Recortes de Viagem, no Zero Hora, destaca várias fotos do fotolivro Rio Grandes, que será lançado em Porto Alegre, RS, no dia 11 de agosto às 19h30 na Fluxo – Escola de Fotografia Expandida.

O fotolivro Rio Grandes, de Pablo Pinheiro, é resultado de um trabalho de pesquisa sobre o vaqueiro contemporâneo no Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. No Nordeste, o trabalho começou em 2010. Na Serra do Rio Grande do Sul ele capturou imagens e vivenciou o cotidiano do vaqueiro no primeiro semestre de 2015.

No lançamento, além de Porto Alegre ele visita outras cidades palestrando sobre o resultado do projeto que ganhou o Prêmio Marc Ferrez de Fotografia.

 

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Zé Leite e a lida do vaqueiro no campo

Zé Leite é um dos vaqueiros importantes da região do Seridó, no Rio Grande do Norte. Ele nos relata um pouco do universo diário e contemporâneo de sua lida no campo.

“A alegria da gente e dos bichos é quando chove. Quando amanhece o dia, pode prestar atenção: os pássaros cantam! É tudo em agradecimento a Deus… A tristeza maior é quando chega o tempo seco… é de cortar o coração..”

 

Clipping: Coletiva.net destaca lançamento de fotolivro no RS

A revista digital Coletiva.net direcionada ao público e mercado do Rio Grande do Sul, destacou o projeto de Pablo Pinheiro, contemplado com o Prêmio Marc Ferrez de Fotografia. O fotolivro ‘Uma Tradição nos Rio Grandes – a imagem do Vaqueiro Contemporâneo em transição’ será lançado em Porto Alegre no dia 11 de agosto, às 19h30, na Fluxo – Escola de fotografia expandida (Rua João Telles, 291 – Bom Fim).

Leia a publicação neste link.

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Sebastião Fonseca e a origem do Gaúcho

 

Sebastião Fonseca fala sobre a origem do homem do campo do Rio Grande do Sul.

Fonseca é Presidente da Associação Brasileira de Criadores de Bovinos Franqueiros (ABCBF) e um guerreiro em busca das origens e culturas gaúchas. Ele faz um resgate histórico do Gado Franqueiro, a primeira e mais pura raça que movimentou o comércio no Rio Grande do Sul por séculos e que agora sofre ameaça de extinção.

No vídeo ele fala de algumas diferenças entre o vaqueiro do Rio Grande do Norte e do Rio Grande do Sul. “O gaúcho do Sul foi orientado para a guerra”, diz.

Ao longo das próximas semanas, até o lançamento  dos resultados finais do projeto Uma Tradição nos Rio Grandes – a imagem do Vaqueiro Contemporâneo em transição, iremos disponibilizar alguns depoimentos que foram realizados durante o processo de imersão do fotógrafo Pablo Pinheiro no Rio Grande do Sul e do Rio Grande do Norte.

Este conteúdo faz parte do projeto contemplado pelo XIV Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia.

Acompanhe os depoimentos.

 

Fotografia de espetáculo: o fotógrafo como homem invisível

Desde que conheceu o conceito bressoniano de ser fotógrafo (por meio do professor Carlos Moreira, em São Paulo) Pablo Pinheiro voltou a olhar para o palco, para fotografar espetáculos musicais, com uma nova postura: “Sou um interlocutor, não posso interferir. O show é para as pessoas e eu não faço parte daquele show”.

Quando Pablo se encantou com o mundo do teatro, encontrou uma complexidade diferente daquela relacionada à música. “No teatro, há o momento do drama. O barulho da câmera não pode ser maior do que a fala do ator, nem interferir no silêncio. Não posso distrair a atenção da plateia. O palco não é o meu espaço. O meu espaço ali é não estar ali. É ser invisível.” Para que tudo funcione bem, antes de começar um novo trabalho é importante um diálogo sobre a realização que aborde posicionamento do fotógrafo, uso ou não do flash, entre outros detalhes.

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Pablo revela que no seu trabalho de fotografia de palco encontra a qualidade quando atua em sincronia com o tempo da cena e do som.

“No espetáculo de música existe um momento de tempo crescente, ou seja, o músico vai se preparando para o seu ápice e este ápice geralmente é uma boa fotografia. No teatro, há vários ápices. Portanto, enxergar o ápice e encontrar uma sincronia entre você, o contexto da cena e do som, naturalmente, gera um bom resultado”.

Para garantir um trabalho excepcional, Pablo ressalta como é fundamental que o fotógrafo conheça o espetáculo, assistindo os ensaios. “A dica é fotografar várias vezes e fazer um trabalho diferente a cada dia. Isso cria uma pré-sincronia entre todos envolvidos. Facilita o trabalho. A sincronicidade para disparar o botão naquele momento do ápice”, explica.

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Para Pablo, a exaustão do olhar — este processo repetitivo de disparar o botão — leva ao domínio da técnica, mas é preciso saber para onde caminhar para não se perder no caminho. Como apenas a luz trabalhada pelo cenógrafo é vista pelo público, o trabalho do fotógrafo é fazer uma mediação e/ou interpretação — registrar as outras luzes e fazer uma leitura. “Este é um aspecto a ser explorado, tem pouca gente fazendo isso”, observa. Para ele, no trabalho de fotografia de palco, o fotógrafo tem a oportunidade de ir além do serviço contratado, seja ele documental ou promocional. “Quando este processo ganha força, é possível pensar em edições para um trabalho autoral”, sugere o fotógrafo.

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